
Agremiação relembra história de um continente próspero e de glórias.
Escola será a penúltima a desfilar no 1º dia de apresentações em SP.
Com o enredo “O esplendor da África no reinado da folia”, a escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi fará uma reverência aos povos primitivos africanos: um retorno que deixa de lado as histórias de mazela e pobreza usualmente retratadas sobre a região para relembrar um passado de liberdade, prosperidade e glória. A agremiação será a penúltima a desfilar no primeiro dia de desfiles no Sambódromo, entre 4h e 5h.
O carnavalesco Wagner Santos promete evidenciar um continente marcado pelo respeito à vida e à natureza. Ele diz que mostrará uma África que se desenvolveu e brilhou sob os reflexos do sol, reluzindo nos seus diamantes e no ouro abundante de suas terras.
O desfile da Tucuruvi estará dividido em cinco setores: “o esplendor de uma civilização que o mundo não viu”, “o respeito pela natureza, o seu maior tesouro”, “a fé e a religiosidade cultural”, “riqueza da arte africana” e “arte e cultura brasileira herdados dos filhos da África”. Nesse último, a escola irá mostrar, por exemplo, as influências na gastronomia brasileira, com os temperos trazidos do outro continente.
“Vamos revelar toda a exuberância de sua fauna e flora e a diversidade cultural de seu povo. A fé e a religiosidade, a arte e o artesanato, a culinária e as manifestações culturais, como o próprio carnaval, são resultados das tradições trazidas pelos africanos. Por isso, o público que se prepare para conhecer o esplendor de uma civilização que o mundo ainda não viu”, afirma Santos.
Outra das apostas do carnavalesco é o emprego de materiais alternativos para a composição dos carros e das alegorias. Assim, o paetê, as plumas e as lantejoulas darão lugar às palhas, esteiras e muita juta.“Vamos chegar com pinturas extraídas da cultura africana, além de todas as bonecas e esculturas negras. Teremos reis, rainhas e maravilhas de um povo rico no passado. Independente do resultado do carnaval, vamos mostrar um grande espetáculo. Simples, mas original”, diz.
Fundada em 1976, a escola ainda busca o primeiro título no Grupo Especial. No ano passado, ela conquistou o vice-campeonato. Neste ano, a Tucuruvi desfila com 3,5 mil componente, 22 alas e cinco carros alegóricos. O 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira é Robinson e Thaís.
A rainha de bateria da Tucuruvi é Valéria de Paula, que está desde 2006 à frente dos ritmistas da agremiação. “Eu tenho que fazer bonito, mas não posso tirar o brilho que é da bateria, que é o principal. É o coração da escola. Uma rainha tem que ensaiar, senão não funciona na avenida. Ser rainha é uma responsabilidade com a comunidade”, disse ela. A madrinha de bateria é Caroline Bittencourt.
O samba-enredo tem autoria de Rodrigo Atração, Fábio Jelleya, Edson Luz, Henrique Barba, Silvinho, Márcio Alemão, Waltinho, Felipe Mendonça, André Filosofia, Maurício Pito, Diley Machado, Leandro Franja e Xandinho. O intérprete é Igor Vianna.
Fonte: G1















Vai gaviões, vai curinthians..